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sábado, 2 de junho de 2012

O porco espinho e a borboleta fada

Esse texto é lindo,peguei na internet não no circo só que a pessoa que contou,errou muito no texo:

"O conto do porco espinho e da Borboleta Fada"

"Era uma vez, um porco-espinho órfão. E ele era muito solitário, porque ningém queria saber de brincar com ele. Não que ele fosse mau, longe disso.
O que o afastava os outros eram os seus espinhos. Alguns tinham medo de se machucar, enquanto outros tinham raiva dele, pois seus espinhos o faziam diferente de todos os bichos da vila.
Por melhor que fossem as suas intençoes, ele não conseguia se aproximar de ninguém.
Cansado de tanta rejeição, ele resolveu ir embora. E foi viver sozinho, numa clareira no meio da floresta. Toda noite ele chorava, pois a dor da solidão era muito forte, e ele pedia para a primeira estrela do céu, que ela lhe enviasse alguem para brincar.
E ele já estava perdendo todas as suas esperanças quando a estrela resolveu responder. E ela disse:
- Eu ouvi as suas súplicas, pequeno porco-espinho, e vim ao seu auxilio. Amanhã de manhã, no hórário da dança dos elefantes cinzas voadores, a borboleta fada descerá dos céus para brincar com você.
- A borboleta fada? - Exclamou o porquinho.
Ele já tinha ouvido tantas historias sobre a borboleta fada... Dizia a lenda, que ela morava dentro de uma estrela mágica, num palácio feito de cristal e ouro. Lá existiam lagos de agua cristalina, e o vento quando soprava, cantava uma suave melodia.
O pobrezinho nem acreditava no que estava acontecendo.
- É bom demais pra ser verdade - Pensou ele
E de fato, era.
- Porém, há uma regra para seguri - Disse a Estrela
- Uma regra? - Perguntou ele
- Ela só poderá brincar com você até as seis horas da tarde. Quando o sol começar a se pôr, ela terá que partir, e abandoná-lo em sua solidão, para todo o sempre.
- Mas, mas, mas por quê?! - Perguntou o desesperado porco-espinho.
- É um limite que eu estou impondo à amizade de voces. Vocês poderao se divertir e brincar o quanto quiser, mas só até as seis. - Impôs a estrela
E o porco nada respondeu.
Afinal, uma amizade com limites era melhor do que amizade nenhuma, pensou ele.
- Há somente mais uma coisa - E a estrela falou mais uma vez
- Ma-mais uma? - Perguntou o porquinho novamente.
- NUnca, em hipótese alguna, peça para ela ficar com você.
- Mas Por que? - Desesperou-se novamente o porco-espinho.
- Pois essas sao as regras que regem o mundo, e porque é assim que tem que ser. - E a estrela se apagou.
Assim, o porco espinho sentou-se em sua pedra favorita e esperou, esperou, esperou, até que de manhhã...
Quando ele avistou o primeiro ato da dança dos elefantes cinzas, seu coraçãozinho disparou.
Lá estava ela, a borboleta fada, das lendas. E era linda. Perto de suas cores cintilantes, os elefantes pareciam ainda mais cinzas.
- É você o pequeno porco espinho solitario? - Seu nome nunca havia sido pronunciado com tanta ternura antes, ela era, realmente a mais perfeita de todas as criaturas...
- Eu estou aqui para brincar com você, pode ser meu amigo se quiser - E dizendo isso, a fada tocou sua mão.
Nunca antes, alguem havia tocado suaas mãos.
Foi então que ele se lembrou.
- NÃO! - Gritou ele - Você nao pode encostar em mim, me-meus espinhos, eles vão ferir você e...
- Ora que bobagem - Interrompeu-a - Seus espinhos nunca machucariam ninguem e você sabe disso.
E ela tinha razao, na verdade, seus espinhos eram macios e sedosos, mas ninguem nunca havia chegado tao perto para conferir.
- Venha, vamos brincar lá na vila - Disse a fada
- Na vila? NÃO, na vila NÃO! Nao podemos ir pra lá. - Exaltou-se o porco.
- Ué, mas por que não? - Perguntou a borboleta
- Po-porque todos vao ver voce comigo, e isso pode nao ser muito bom pra você, quero fdizer, eu não sou muito popular por ae, e a sua reputação... - Explicou ele.
- Senhor porco espinho, eu vou contar-lhe uma coisa, e quero que vc preste bastante atenção pois eu soh vou dizer uma vez: Eu nunca vou ter vergonha de você.
E entao, pela segunda vez, ela tocou sua mão, e voaram para a vila, mas não era isso que importava naquele momento. Oq importava era que pela primeira vez,a lguem lhe havia tocado o coração.

Eles bricaram e se divertiram como dois velhos amigos de infancia. A fada, fazia o porco espinho sentir-se acima das nuvens...
Era como se tivessem nascido um para o outro, pelo menos, até chegar o por do sol.
Havia chegado a hora da borboleta partir...
- Ma-mas por que??? - Chorou o porco espinho.
- São as regras. E voce as conhecia desde o inicio. - Respondeu ela.
- Mas e-eu pensei que fôssemos amigos - Argumentou ele
- E somos, mas a nossa amizade tem um limite bem definido.
- Bobagem! Não existe esse negocio de amizade com limites definidos. De que adianta vc vir até aqui, e me fazer gostar de vc, só pra ir embora e me deixar com o coração partido? - Chorou ele mais uma vez - Pela primeira vez eu acreditei que existia alguem que nao tinha vergonha de ficar comigo, que besteira a minha acreditar que voce realmente gostaria de alguem como eu... Era melhor permanecer do geito que eu estava,sozinho e de coração vazio, doq agora, sabendo que existe alguem como você no mundo. Antes a solidão apenas doía, mas agora, ela irá se tornar insuportavel...
A borboleta apenas o fitava.
As lagrimas corriam pela face do pequeno porquinho.
- Muito bem, eu conheço as minha regras, não eh permitid pedir a você que fique, entao cumpra as suas também, e vá embora, antes que eu resolva quebrar as minhas... - Disse infeliz o porquinho.
E ouvindo isso, a fada borboleta, iria alçou vôo em direção a estrela mágica...
Mas oq incomodava o porquinho era, oq a fada teria dito se ele pedisse para que ela ficasse, e essa dor continuaria até hoje, se...
O porquinho resolveu berrar para a fada parar e esperar.
Criou coragem suficiente para quebrar as suas regras e pediu para a fada borboleta que ficasse ali com ele, para o todo sempre. E ela, por sua vez, criou corajem suficiente para abandonar todo o luxo e lazer da estrela só para ficar com ele...